quinta-feira, 15 de maio de 2008

A necessidade como universo de aparências

A ausência da coragem física nos limitou nesse universo de aparências onde o amor é uma tragédia e uma comédia.
Os externos não sentem a dor dos corações extremos. Eles julgam a paz como força que o amor não tem.
A distância separa nosso dogma da necessidade de ser fera e de ser reino onde vivo a necessidade de ser carne e osso, de ter glória e não experimentar o desafeto.
Existe a necessidade de provocar o desapego na escuridão das angústias de quem tem pressa.
" Sem você as lembranças de hoje são como carne morta do passado."
O amor não precisa ser mendigado, é preciso estabelecê-lo ainda que seja melhor viver do que ser feliz.
Eu precisaria te desfrutar para conhecer a tua presença mas não tive a chance e cortei meus cabelos, cuidei de minhas feridas sem proteger o meu destino. Cabe, nesse instante, à minha saudade sobreviver a dor de sentir-me ausente.
Deveria haver cura em cada esquina. Você deveria estar em cada esquina.
Sobreviverei cem anos de solidão e homenagearei o meu destino. (L.B.S)

2 comentários:

Adih disse...

Lídia!
gostei do texto...
sempre que eu leio alguma coisa tua, tenho a impressão de que cada palavra foi bem trabalhada pra exercer um certo significado na ordem...
e esse foi o que eu mais tive essa impressão!
é sobre a carne e o desapego?
são duas coisas que no momento, fazem parte da nossa vida
mas você vai ver... a vida tem suas fases e qualquer dia agente vai encontrar essa esquina de cura :)
se cuida e continue escrevendo assim!

Bird disse...

tenho medo de me arriscar a interpretar seu texto porque surgiriam várias hipóteses sobre essa "necessidade".por enquanto,concordom com o que a Clarice escreveu acima