sábado, 1 de novembro de 2008

Pensar melhora, pensar piora.

Não me baseio no empirismo dos livros. A vida tem consequências que eles não mostram. Mergulharei nesta verdade inventada, neste crime chamado verdade.
"Se queres que eu te ensine sobre o que sou, esquece quem tu és e o que tu sabes."
As horas não passam quando eu não me sinto mulher, o tempo não existe quando não me sinto viva, preciso desabafar mas eu não consigo, as pessoas estão de frente mas em minha consciência estão de costas. Eu não deveria me incomodar, ninguém deveria se incomodar com tolices.
Não há mudança sem enfrentamento.Eu não quero odiar porque já odiei. Eu quero amar porque nunca amei.

sábado, 27 de setembro de 2008

Pensar dói.


O destino nos vitima a crer que o exterior permite as soluções. O caos pessoal insiste em se transformar em arte. A solidão é mais gentil que o pseudo-amor.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Triunfo!

Trago um trato triturado e triste
Trinta tristezas trancadas
Trago um drama, um trauma, um trote
Tramo três trincos trincados

Tremo, traço, maltrato, tranco;
Tremo, trilho mas não traduzo
A Trama da matraca atravessou traumatizada
O tri, o troço e os trambolhos.

domingo, 15 de junho de 2008

Os sentidos que incomodam

Não sei o valor da tua alma e se há esperança ou desespero, ainda que haja poder em seus olhos não sei o que eles dizem verdadeiramente. Por trás de uma gentileza pode haver um punhal ou uma oração, não sei até aonde vai o teu infinito e se ele muda de cor e se ele desaba como o meu.
Não sei do teu mal que te escapa quando observo as tuas notórias necessidades que se sobrepõem ao infinito. Não sei o valor das tuas aflições e se elas se afastam do elogio.
Não sei até que ponto suas ilusões são reais na amplitude do tempo e na nossa amplitude.
"Violinos tocam e me atravessam como navalhas."

Lídia =

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A necessidade como universo de aparências

A ausência da coragem física nos limitou nesse universo de aparências onde o amor é uma tragédia e uma comédia.
Os externos não sentem a dor dos corações extremos. Eles julgam a paz como força que o amor não tem.
A distância separa nosso dogma da necessidade de ser fera e de ser reino onde vivo a necessidade de ser carne e osso, de ter glória e não experimentar o desafeto.
Existe a necessidade de provocar o desapego na escuridão das angústias de quem tem pressa.
" Sem você as lembranças de hoje são como carne morta do passado."
O amor não precisa ser mendigado, é preciso estabelecê-lo ainda que seja melhor viver do que ser feliz.
Eu precisaria te desfrutar para conhecer a tua presença mas não tive a chance e cortei meus cabelos, cuidei de minhas feridas sem proteger o meu destino. Cabe, nesse instante, à minha saudade sobreviver a dor de sentir-me ausente.
Deveria haver cura em cada esquina. Você deveria estar em cada esquina.
Sobreviverei cem anos de solidão e homenagearei o meu destino. (L.B.S)

..."Eu te amo pelas tuas faltas e pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo o teu jogo triste, as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e pelas futuras rugas.

Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Amo o teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila". (A.D)

domingo, 17 de fevereiro de 2008

A banalização do amor

Já faz algum tempo que me questiono sobre o tal "Amor Romântico". Em pouco tempo as pessoas dizem " Eu te amo" e mal sabem o que realmente sentem. Vamos fechar as ruas contra a banalização do amor!!! Contra esse amor fácil, dito sem pensar, que começa rápido e termina rápido, que necessita adequar-se a padrões pré-estabelecidos. Como foi dito numa crônica do Instituto Integração humana: " A pessoa passa a achar que ela tem algum problema, pois não conseguiu ainda esse amor à primeira vista, pois tem de se adaptar à sociedade em que vive. Eu me pergunto se uma pessoa mal adaptada à uma sociedade nazista, por exemplo, está doente ou saudável?"
Acredito que o amor é uma construção, que para alcançá-lo necessita-se de um caminho a ser percorrido, como já disse Arnaldo Jabor em sua "Crônica do amor" ..." Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera."
Desde a infância nós percebemos um certo sarcasmo sobre o amor romântico até mesmo nas brincadeiras como aquela famosa frase: " O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa." Ou podemos também refletir sobre algumas idéias do filósofo Artur Schopenhauer, quando ele diz que o amor é uma espécie de invenção/enganação da natureza para a perpetuação da espécie. São muitas as idéias sobre o amor e poucas reflexões e críticas sobre elas. Precisamos ser mais críticos sobre as influências que temos e que já estão preestabelecidas desde o nosso nascimento.
Há quem diga que o amor caminha com a loucura, como Elisabeth Salgado definiu: " Onde quer que o amor esteja, com ele estará a loucura, quase que fundidos numa só essência, tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o amor e onde começa a loucura."
Precisamos também analisar a definição de amor na Bíblia, em 1 coríntios 13:4-7 que diz que " O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca seus próprios interesses, não se irrita; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
E como disse Mário Quintana: " O amor é quando a gente mora um no outro."

by Lídia