quinta-feira, 15 de maio de 2008

A necessidade como universo de aparências

A ausência da coragem física nos limitou nesse universo de aparências onde o amor é uma tragédia e uma comédia.
Os externos não sentem a dor dos corações extremos. Eles julgam a paz como força que o amor não tem.
A distância separa nosso dogma da necessidade de ser fera e de ser reino onde vivo a necessidade de ser carne e osso, de ter glória e não experimentar o desafeto.
Existe a necessidade de provocar o desapego na escuridão das angústias de quem tem pressa.
" Sem você as lembranças de hoje são como carne morta do passado."
O amor não precisa ser mendigado, é preciso estabelecê-lo ainda que seja melhor viver do que ser feliz.
Eu precisaria te desfrutar para conhecer a tua presença mas não tive a chance e cortei meus cabelos, cuidei de minhas feridas sem proteger o meu destino. Cabe, nesse instante, à minha saudade sobreviver a dor de sentir-me ausente.
Deveria haver cura em cada esquina. Você deveria estar em cada esquina.
Sobreviverei cem anos de solidão e homenagearei o meu destino. (L.B.S)

..."Eu te amo pelas tuas faltas e pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes, pelas tuas loucuras todas, minha vida.

Eu amo as tuas mãos, mesmo que por causa delas eu não saiba o que fazer das minhas.

Amo o teu jogo triste, as tuas roupas sujas é aqui em casa que eu lavo. Eu amo a tua alegria.

Mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência, até pelo que você poderia ter sido, se a maré das circunstâncias não tivesse te banhado nas águas do equívoco.

Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo, quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana. Eu te amo pelas crianças e pelas futuras rugas.

Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis. Amo o teu sistema de vida e morte.

Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual.

Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras. Te amo desde os teus pés até o que te escapa.

Eu te amo de alma pra alma e mais que as palavras, ainda que seja através delas que eu me defenda, quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis quando o próprio amor vacila". (A.D)