Já faz algum tempo que me questiono sobre o tal "Amor Romântico". Em pouco tempo as pessoas dizem " Eu te amo" e mal sabem o que realmente sentem. Vamos fechar as ruas contra a banalização do amor!!! Contra esse amor fácil, dito sem pensar, que começa rápido e termina rápido, que necessita adequar-se a padrões pré-estabelecidos. Como foi dito numa crônica do Instituto Integração humana: " A pessoa passa a achar que ela tem algum problema, pois não conseguiu ainda esse amor à primeira vista, pois tem de se adaptar à sociedade em que vive. Eu me pergunto se uma pessoa mal adaptada à uma sociedade nazista, por exemplo, está doente ou saudável?"
Acredito que o amor é uma construção, que para alcançá-lo necessita-se de um caminho a ser percorrido, como já disse Arnaldo Jabor em sua "Crônica do amor" ..." Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera."
Desde a infância nós percebemos um certo sarcasmo sobre o amor romântico até mesmo nas brincadeiras como aquela famosa frase: " O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa." Ou podemos também refletir sobre algumas idéias do filósofo Artur Schopenhauer, quando ele diz que o amor é uma espécie de invenção/enganação da natureza para a perpetuação da espécie. São muitas as idéias sobre o amor e poucas reflexões e críticas sobre elas. Precisamos ser mais críticos sobre as influências que temos e que já estão preestabelecidas desde o nosso nascimento.
Há quem diga que o amor caminha com a loucura, como Elisabeth Salgado definiu: " Onde quer que o amor esteja, com ele estará a loucura, quase que fundidos numa só essência, tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o amor e onde começa a loucura."
Precisamos também analisar a definição de amor na Bíblia, em 1 coríntios 13:4-7 que diz que " O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca seus próprios interesses, não se irrita; não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta."
E como disse Mário Quintana: " O amor é quando a gente mora um no outro."
by Lídia
domingo, 17 de fevereiro de 2008
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