domingo, 15 de junho de 2008

Os sentidos que incomodam

Não sei o valor da tua alma e se há esperança ou desespero, ainda que haja poder em seus olhos não sei o que eles dizem verdadeiramente. Por trás de uma gentileza pode haver um punhal ou uma oração, não sei até aonde vai o teu infinito e se ele muda de cor e se ele desaba como o meu.
Não sei do teu mal que te escapa quando observo as tuas notórias necessidades que se sobrepõem ao infinito. Não sei o valor das tuas aflições e se elas se afastam do elogio.
Não sei até que ponto suas ilusões são reais na amplitude do tempo e na nossa amplitude.
"Violinos tocam e me atravessam como navalhas."

Lídia =

2 comentários:

Adih disse...

Líídia!
gostei muito deste post
de fé mesmo, foi o meu preferido até agora...
agente nunca sabe do mistério que a outra pessoa carrega (é claro, se soubessemos, não seria mistério)
mas é bem essa questão de não saber e não querer saber, só querermos guardar o mistério conosco.
A cada momento temos que nos cuidar para saber onde acaba a esperança e começa o desespero.
Sinceramente, esperança é um sentimento que não carrego mais comigo, há muuuuuito tempo... mas não estou desesperada por causa disso, apenas conformada com a realidade que me cerca.

Bird disse...

nunca poderemos saber se as pessoas falam a verdade ou se escondem algo...
ah, eu assisti "camelos também choram" hoje =) foi uma boa sugestão!