quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Pequena Teoria dos Livros
Os livros são instrumentos de claridade da alma ou um inferno ausente. Nota-se uma estranha mas sublime busca de respostas nos livros, respostas das mais variadas perguntas sobre o que existe e o que inexiste ou sobre o que se pretende existir... há prazer e dor no que se lê, as palavras somem e só nos resta o significado que manifesta a viagem de sentidos, o bom livro nunca nos frustra, sempre nos ensina a caminhar. Como nos filmes, o bom livro nos faz experimentar, sentir o desconhecido, descobrir o que antes não era pensado. O mau livro é egoísta, só serve para quem escreveu, não dissolve o leitor, não provoca desejo de virar a página. " Um livro deve ser como uma picareta diante de um mar congelado dentro de nós" já dizia Kafka.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Não existe saudade.
Não existe saudade em 2009. Tudo ficou para trás, se já passou já existiu, se já passou, desapareceu. Já não são necessárias explicações, não existe saudade, não existe angústia, não existe necessidade, só há necessidade para o que vem, para o que acontece em maior ou menor grau de existência. Tudo se perdeu, restaram as experiências recicladas a meu modo, adeus às escadas que me puseram aqui, adeus aos crimes que eu poderia ter cometido, adeus ao cinema antigo que agora tenho como aconchego, adeus aos amores que nunca existiram, daqui para frente tenho outra forma de ver o mundo, menos equivocada, mais amorosa e com mais humanidade. Adeus ano passado, não existe saudade.
sábado, 1 de novembro de 2008
Pensar melhora, pensar piora.
Não me baseio no empirismo dos livros. A vida tem consequências que eles não mostram. Mergulharei nesta verdade inventada, neste crime chamado verdade.
"Se queres que eu te ensine sobre o que sou, esquece quem tu és e o que tu sabes."
As horas não passam quando eu não me sinto mulher, o tempo não existe quando não me sinto viva, preciso desabafar mas eu não consigo, as pessoas estão de frente mas em minha consciência estão de costas. Eu não deveria me incomodar, ninguém deveria se incomodar com tolices.
Não há mudança sem enfrentamento.Eu não quero odiar porque já odiei. Eu quero amar porque nunca amei.
"Se queres que eu te ensine sobre o que sou, esquece quem tu és e o que tu sabes."
As horas não passam quando eu não me sinto mulher, o tempo não existe quando não me sinto viva, preciso desabafar mas eu não consigo, as pessoas estão de frente mas em minha consciência estão de costas. Eu não deveria me incomodar, ninguém deveria se incomodar com tolices.
Não há mudança sem enfrentamento.Eu não quero odiar porque já odiei. Eu quero amar porque nunca amei.
sábado, 27 de setembro de 2008
Pensar dói.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Triunfo!
Trago um trato triturado e triste
Trinta tristezas trancadas
Trago um drama, um trauma, um trote
Tramo três trincos trincados
Tremo, traço, maltrato, tranco;
Tremo, trilho mas não traduzo
A Trama da matraca atravessou traumatizada
O tri, o troço e os trambolhos.
Trinta tristezas trancadas
Trago um drama, um trauma, um trote
Tramo três trincos trincados
Tremo, traço, maltrato, tranco;
Tremo, trilho mas não traduzo
A Trama da matraca atravessou traumatizada
O tri, o troço e os trambolhos.
domingo, 15 de junho de 2008
Os sentidos que incomodam
Não sei o valor da tua alma e se há esperança ou desespero, ainda que haja poder em seus olhos não sei o que eles dizem verdadeiramente. Por trás de uma gentileza pode haver um punhal ou uma oração, não sei até aonde vai o teu infinito e se ele muda de cor e se ele desaba como o meu.
Não sei do teu mal que te escapa quando observo as tuas notórias necessidades que se sobrepõem ao infinito. Não sei o valor das tuas aflições e se elas se afastam do elogio.
Não sei até que ponto suas ilusões são reais na amplitude do tempo e na nossa amplitude.
"Violinos tocam e me atravessam como navalhas."
Lídia =
Não sei do teu mal que te escapa quando observo as tuas notórias necessidades que se sobrepõem ao infinito. Não sei o valor das tuas aflições e se elas se afastam do elogio.
Não sei até que ponto suas ilusões são reais na amplitude do tempo e na nossa amplitude.
"Violinos tocam e me atravessam como navalhas."
Lídia =
quinta-feira, 15 de maio de 2008
A necessidade como universo de aparências
A ausência da coragem física nos limitou nesse universo de aparências onde o amor é uma tragédia e uma comédia.
Os externos não sentem a dor dos corações extremos. Eles julgam a paz como força que o amor não tem.
A distância separa nosso dogma da necessidade de ser fera e de ser reino onde vivo a necessidade de ser carne e osso, de ter glória e não experimentar o desafeto.
Existe a necessidade de provocar o desapego na escuridão das angústias de quem tem pressa.
" Sem você as lembranças de hoje são como carne morta do passado."
O amor não precisa ser mendigado, é preciso estabelecê-lo ainda que seja melhor viver do que ser feliz.
Eu precisaria te desfrutar para conhecer a tua presença mas não tive a chance e cortei meus cabelos, cuidei de minhas feridas sem proteger o meu destino. Cabe, nesse instante, à minha saudade sobreviver a dor de sentir-me ausente.
Deveria haver cura em cada esquina. Você deveria estar em cada esquina.
Sobreviverei cem anos de solidão e homenagearei o meu destino. (L.B.S)
Os externos não sentem a dor dos corações extremos. Eles julgam a paz como força que o amor não tem.
A distância separa nosso dogma da necessidade de ser fera e de ser reino onde vivo a necessidade de ser carne e osso, de ter glória e não experimentar o desafeto.
Existe a necessidade de provocar o desapego na escuridão das angústias de quem tem pressa.
" Sem você as lembranças de hoje são como carne morta do passado."
O amor não precisa ser mendigado, é preciso estabelecê-lo ainda que seja melhor viver do que ser feliz.
Eu precisaria te desfrutar para conhecer a tua presença mas não tive a chance e cortei meus cabelos, cuidei de minhas feridas sem proteger o meu destino. Cabe, nesse instante, à minha saudade sobreviver a dor de sentir-me ausente.
Deveria haver cura em cada esquina. Você deveria estar em cada esquina.
Sobreviverei cem anos de solidão e homenagearei o meu destino. (L.B.S)
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